sábado, novembro 21, 2009

Revolta da Consciência

Carta enviada aos impressos e Correio* e A Tarde ontem...

Sou moradora do bairro da Liberdade há alguns anos. Passei a admirar a saída do Ilê Ayê no dia da Consciência Negra. O som dos tambores e as coreografias sempre encantaram a mim e aminha família. Como trabalho na Fundação Pedro Calmon pela manhã, não pude ficar em casa para ver as pessoas descendo ao Curuzu, de onde sai o cortejo. Voltei para casa, na ansiedade de chegar a tempo de vê-los passar, na “porta” de minha casa. Como a saída estava marcada para as 15h, cheguei 14h30. Estranhei estar passando ônibus pela Liberdade. Sempre que tem eventos grandes, a rua é fechada. Enquanto isso, fiquei ouvindo o mal gosto daqueles que se encontravam no palco montado em frente ao Plano Inclinado. Uma tortura... pessoas cantando “desafinadamente”, músicas que pelo amor de Deus. Algumas eram até boas, outras que “afemaria”. Fiquei das 15h até quase 17h30, quando algumas pessoas começaram a passar. Minha mãe e eu ficamos esperando os tambores soarem, mas não houve foi nada. O bloco passou rápido, o pequeno trio também. Para variar, tinha um rapaz dizendo que estavam atrasados. Tudo bem que o presidente Lula estava aqui e a festa foi toda concentrada Praça Municipal, mas o bairro da Liberdade, onde a maioria das pessoas é negra, merecia mais respeito. Pela primeira vez ficamos, minha mãe e eu, tristes em não ver a magia do Ilê... Da próxima vez, por favor, saiam no horário...

Preferi nem colocar foto... foi O MUNDO LOUCO DA VERGONHA!!!!



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