quinta-feira, novembro 26, 2009

Preconceito louco, eu hein!

Fonte: Planeta Gibi
Mundo louco e preconceituoso viu!

Há algumas semanas atrás, surgiu a seguinte história: A edição #6 da revista da Tina, do desenhista Maurício de Souza, criador dos personagens da Turma da Mônica, tinha um personagem supostamente gay. Tudo isso, por causa desse quadrinho na foto:




Em resposta, Maurício de Souza disse:

Sobre a recente polêmica a respeito da revista Tina 6, é preciso esclarecer alguns pontos.



A revista Tina é uma publicação da Editora Panini produzida para um público adulto jovem. Ou seja, não tem nada a ver com a Turma da Mônica ou o público infantil ou infanto-juvenil (Turma da Mônica Jovem). A publicação é destinada a uma outra faixa de leitores e suas histórias refletem isso – tanto que Tina, atualmente, é estudante de jornalismo e maior de idade. A história publicada em Tina #6, intitulada O triângulo das confusões, deve ser lida e interpretada pelo leitor. Não há qualquer afirmação sobre a sexualidade deste ou daquele personagem.

Lida a história, feita a interpretação, daí, sim, comentários e críticas poderão ajudar no sentido de falarmos a língua de uma sociedade esclarecida. Tanto que, em nossas publicações recentes, temos usado cada vez mais a interatividade com os leitores. Essa promoção do diálogo com a juventude, especialmente pela internet, é essencial e já nos ajudou a direcionar histórias e personagens em outras ocasiões. E vale ressaltar que publicações dirigidas a faixas de público com idades diferenciadas podem – e devem – tratar de quaisquer assuntos de maneira adequada ao seu leitor.

No cinema, na televisão ou nas revistas há a separação por faixa de idade. Por que não haveria na nossa vasta galeria de publicações? Mas uma posição vai se manter em TODAS as nossas produções: o respeito pelo ser humano, pela pessoa, e a elegância no trato de qualquer tema.

Mauricio de Sousa


Preconceitos a parte, vale ressaltar que Maurício de Souza sempre criou personagem que diferentes personalidade e alguns com determinada deficiência. Quem não se lembra do Do Contra, que sempre faz tudo ao contrário, da Keika e do Tikara, japoneses que foram criados para comemorar a imigração japonesa no Brasil, do Titi que é o garanhão do bairro, do Luca que é deficiente físico e da Dorinha, deficiente visual. Alguém lembra do Nico Demo, o personagem frio e cruel que era retratado nas tiras diária de um jornal? Ninguém até hoje reclamou desse personagem. Cada um com sua característica e a maneira que o Maurício vê. Ele retrata a realidade ao ver dele e com a simplicidade que poucos tem...

O problema é que hoje, as pessoas só sabem ver as coisas pelo lado preconceituoso da história. Sou colecionadora de gibis da turma desde que me conheço por gente. Aprendi a ler com as tirinhas de Maurício de Souza e nunca vi nada demais em tudo que já li. Hoje compro as edições da Turma da Mônica Jovem e da Tina ( que pos sinal, tá atrasada...) e vejo que são feitas para públicos diferentes. Tanto que seu criador, resolveu colocar as revistas “em separado”. Será que ninguém percebe que o preconceito é criado por que observa, não por quem cria? Maurício de Souza sempre privou pela diversidade em seu quadro de personagens. A resposta dele a essa confusão foi brilhante...


Um comentário:

  1. éh isso aí vai intrepetação de cada um...mas será que eleé biba!uhauhauhauha
    kkkkkkkkkkk

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